O setor imobiliário brasileiro projeta um período favorável com o início do ciclo de redução da taxa básica de juros em 2026. Depois de alcançar o nível mais elevado dos últimos 20 anos, em 15% ao ano, a Selic deve começar a ser reduzida a partir da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, conforme indicado pelo próprio colegiado no comunicado divulgado após o encontro de janeiro.

O presidente do Secovi de Florianópolis/Tubarão, Márcio Koerich avaliou que “há realmente uma expectativa otimista de crescimento sustentável do mercado imobiliário, em consequência da projeção de a Selic chegar em 12% ou 12,5% até o final do ano, dependendo do controle inflacionário que o Banco Central possa exercer".

De acordo com a ata do Copom, após extensos debates sobre o patamar atual da Selic como instrumento para garantir a convergência da inflação à meta central de 3%, os diretores do Banco Central passaram a discutir o ajuste da política monetária diante de um cenário de melhora das condições econômicas e de expectativa de desaceleração da inflação ao consumidor.

“Com a queda da Selic, os financiamentos serão mais atrativos e a expectativa de alta do crescimento do mercado imobiliário deve oscilar entre 10% e 16%. Isso porque o imóvel é uma excelente opção de segurança financeira, em detrimento de tantas incertezas frente a outros investimento", explicou Márcio Koerich.

O presidente do Secovi de Florianópolis Tubarão ressaltou ainda dois aspectos importantes. “Fazendo o financiamento agora, o comprador pode também realizar mais tarde a portabilidade e renegociar para as taxas futuras", lembrou. Além disso, “a compra nesse momento significa maior atratividade no valor, ou seja, o valor do imóvel, ainda que esteja eventualmente alto, tende a subir um pouquinho em face da demanda da procura. Então, é um momento oportuno para que as pessoas possam fazer seu planejamento e efetivamente organizar a sua opção de compra, que é a tão sonhada casa própria", concluiu. 

 



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